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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

30 minutos!

30 minutos é o tempo que uma manicure leva para fazer uma unha bem feita. 30 minutos é o tempo médio que as mulheres gastam escovando os cabelos. 30 minutos é o tempo médio para scannear o computador com um super antivírus. 30 minutos de exercício aeróbico é o tempo em que os carboidratos passam a fornecer energia para o corpo. 30 minutos é o tempo gasto na realização de um peeling físico para remoção das células mortas na pele. 30 minutos é o tempo que se leva para ir da Praia de Castelhanos para a Cachoeira da Laje Preta, em Ilha Belha. 30 minutos é o tempo necessário para que o filtro solar comece a proteger a pele.
30 minutos: tempo gasto, numa estratégia genial e muito cara (especula-se algo entre U$3,5 a U$5 milhões de dolares) do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, que ocupou, diga-se de passagem em rede, o horário nobre da televisão norte-americana, nos canais CBS, NBC e Fox, além do canais MSNBC, Univisión, BET e TV One (esses dois últimos voltados para a audiência africana). A campanha eleitoral de Obama é considerada uma das mais caras da história americana. Acredita-se que dos U$650 milhões arrecadados, U$250 milhões foram destinados à Propaganda. Uma quantia de fazer inveja aos melhores produtos do mundo.
E vai ver que é mesmo! No vídeo, Obama é retratado como o cara perfeito ao lado de cidadãos americanos de várias raças e credos. (Perfeito inclusive para assumir a presidência americana!) Com um discurso positivo tocou em vários temas relacionados a governança pública: impostos, congelamento, empregos, incentivos empresarias e saúde. O certo é que por trás dessa peça que alguns chamam de documentário, outros de reportagem, outros de programa, outros de anúncio eleitoral (nós preferimos chamar de sacada publicitária) existe um cidadão chamado Davis Guggenheim. Para quem não sabe ele dividiu o palco com Al Gore, pela direção do documentário “Uma verdade Incoveniente”.
Fica claro, que quem tem poder financeiro, tem poder de usar e abusar da criatividade de luxo. Aquela que só os poderosos têm acesso. Esse vídeo do Obama, não é o primeiro roupante de inovação da equipe de marketing. Recentemente, para atingir o público entre 18 e 34 anos, a equipe comprou espaço comercial em nove games do grupo Electronic Arts. Durante o jogo, um painel com a foto de Obama aparece no circuito automobilístico. Uma prova clara de inovação.

OBAMA MARIO KART

CURSINHO

Enfim, vale a pena conferir o vídeo no youtube :

Pra quem não tem tanta paciência assim, fica uma parte do discurso do Obama... Quem sabe, o novo Presidente dos EUA.

"Nunca esquecerei que quando mandar soldados para a guerra, estou mandando filhos, maridos e pais americanos". América, a hora da mudança chegou. Em seis dias podemos transformar este país, podemos nos reunir como uma nação, um povo. É tempo de a esperança vencer o medo, da união vencer a divisão. E se vocês votarem em mim e se levarem seus amigos para votar em mim, eu prometo que serei sempre honesto com vocês, prometo ouvir os que discordarem de mim, prometo abrir o governo para s que quiserem participar. E juntos vamos mudar este país e mudar o mundo". CURSINHO DE PUBLICIDADE EM 7 MINUTOS!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

UPSIDE DOWN

A expressão Upside down remonta ao sombrio, porém badalado submundo de Londres na Idade Média. Naquela época, a teoria heliocêntrica de Galileu que afirmava que o sol era o centro imóvel do universo causou um burburinho enorme, assustando não só a classe científica como a religiosa. A teoria de Galileu rumava no sentido oposto aos estudos de Aristóteles: significava anos de crença se esvaindo diante de todos. Galileu, hoje considerado o “pai da ciência moderna”, tem registro na literatura como representante da batalha entre a rebeldia e o conformismo intelectual, entre a liberdade de pensamento e a censura, e, também, de forma mais veemente, a demonstração clara de que uma verdade pode ser reprimida durante muito tempo, mas não indefinitivamente. Uma teoria levantada no cerne da Itália atravessou fronteiras e fez Londres, como na gíria da época, ficar upside down, ou num português limpo e seco virar de cabeça pra baixo.
E assim também está o mercado financeiro mundial: upside dowm! Existe um alvoroço geral.Não é necessário ser nenhum especialista econômico para perceber que a crise desencadeada nos Estados Unidos é forte. E mesmo que alguns renomados da área financeira acenem que não há perigo iminente, nós preferimos acreditar que nada que aconteça nos Estados Unidos fica encapsulado só por lá. Mais dia menos dia termina chegando aqui.

Testemunhos de publicitários experientes do Brasil atestam, entre mil confabulações, teorias e especulações, que o mercado publicitário sempre sente. Talvez nada que comprometa o final de ano, época em que os contratos já estão fechados e as mídias garantidas.
E o conselho é um só: vale seguir a base teórica da profissão que recomenda que em tempo de crise o ideal é não reduzir os investimentos em publicidade. Vale a pena lembrar que uma marca quieta, sem voz no mercado abre espaço para a concorrência e pode ter a sua visibilidade furtada. Sabemos que na prática a realidade pode até ser diferente, mas acreditamos que a comunicação é dona de uma faceta incrível: a criatividade. E que em época de crise a comunicação criativa deve mais do que nunca ser utilizada para manter as vendas e provocar o consumo.